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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Construção Sustentável - Casas em Taipa



O acto mais sustentável que existe é reabilitar e aproveitar o que existe.

A sustentabilidade não é opção, é o único caminho. 
A gestão eficiente da água e o aproveitamento dos recursos energéticos renováveis podem ser determinantes para a sustentabilidade económica.

A eco-construção refere-se aos edifícios ou empreendimentos que são concebidos para reduzir o impacto no meio ambiente. São, portanto, edifícios mais eficientes na utilização de energia, na utilização da água e recorrendo a recursos locais, nomeadamente ao nível dos materiais de construção.

EcoCasa Portuguesa

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cluster de construção "verde" faz registo de materiais


Classificação feita de acordo com sustentabilidade vai permitir fazer melhores escolhas.

Os edifícios "verdes" em Portugal ainda são quase uma extravagância. Mas um empreendimento de habitação económica em Matosinhos ganhou um prémio internacional por provar que é possível. Um cluster nacional, recente, vai orientar o sector para esse caminho.


"A sustentabilidade não é opção, é o único caminho. Porque não podemos ter 10 euros no bolso e gastar 15", afirma o presidente da associação Plataforma para Construção Sustentável, Victor Ferreira, professor associado do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro.

A organização a que preside gere o Cluster Habitat Sustentável, uma rede - criada em 2009 - de instituições de investigação, empresas e autarquias que promove a sustentabilidade como mote para a inovação no sector da construção. Em curso está "um trabalho moroso", mas que pode tornar acessível aos consumidores comuns um conhecimento que é, actualmente, muito especializado - uma classificação de materiais de acordo com a sustentabilidade.

"Nicho de mercado"
"O acto mais sustentável que existe é reabilitar e aproveitar o que existe", diz Victor Ferreira. Mas construção sustentável, admite, é ainda um caminho que se faz, em Portugal, "a diferentes velocidades". Há vários motivos para isso, reconhecem pessoas ligadas à "causa".

Susana Ferreira, da Quercus, diz que, "neste momento, além daquilo que está dentro do cumprimento da lei, não é fácil encontrar técnicos, construtores ou mesmo empresários que vendem materiais com esse conhecimento". Por utro lado, diz Ana Dias, da Biohabitat, empresa de Aveiro que vende materiais de construção ecológicos, "temos ainda o estigma dos preços mais caros". O que não é verdade para todos os materiais, sustenta, apontando o exemplo das tintas.


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Inovação na Eco Construção


Construir edifícios amigos do ambiente pode ser determinante para a sustentabilidade futura do planeta, além de também ajudar na bolsa.

O Centro Regional de Inovação do Algarve (CRIA) é o parceiro nacional do projeto da União Europeia INSMED, que pretende estimular a economia da zona Euro Mediterrânica, através da ecoconstrução e de outros conceitos de conceção ecológica de edifícios e gestão racional dos recursos.

A ecoconstrução foi o tema da edição da passada semana do programa radiofónico CRIA FM, que foi dinamizado em conjunto pelo «barlavento» e pela Rádio Universitária do Algarve RUA FM.

A professora da Universidade do Algarve e especialista nesta área Fátima Farinha, bem como André Coelho, representante da empresa Ecoperfil, especializada em conceção ecológica de edifícios, e ainda Miguel Viegas, do CRIA, foram os convidados.

Após cerca de dois anos de INSMED, o CRIA já tem online uma plataforma que permite saber quem faz o quê no mundo da ecoconstrução, pela Europa fora.

«Criámos uma Plataforma de Inteligência Colaborativa, onde estão listados vários atores e tecnologias chave. Permite, principalmente, fazer a ponte entre fornecedores e compradores», explicou Miguel Viegas.

A escolha da Universidade do Algarve como parceira neste projeto europeu esteve também ligada às caraterísticas da região, onde questões como a gestão eficiente da água e o aproveitamento dos recursos energéticos renováveis podem ser determinantes para a sustentabilidade económica.

«A ecoconstrução refere-se aos edifícios ou empreendimentos que são concebidos para reduzir o impacto no meio ambiente. São, portanto, edifícios mais eficientes na utilização de energia, na utilização da água e recorrendo a recursos locais, nomeadamente ao nível dos materiais de construção», resumiu Fátima Farinha.

A ecoconstrução é, de resto, uma prática milenar na zona mediterrânica, não sendo o Algarve uma exceção.

A arquitetura que melhora a eficiência energética, a utilização de cal, a instalação de tanques de rega ou mesmo de reservatórios que recolhem a água das açoteias, são imagens comuns nos edifícios mais antigos da região. E tudo isto é ecoconstrução.

Como explicou Miguel Viegas, que integra uma equipa multidisciplinar que se dedica exclusivamente a projetar edifícios ecologicamente sustentáveis, a parte mais importante acaba por ser a correta conceção do edifício, de modo a que as suas caraterísticas arquitetónicas permitam tirar dividendos logo à partida.

«Se repararmos, a arquitetura tradicional não é igual em todo o país. Mas, nas últimas décadas, passou a ser igual em todo o território nacional, muito marcada pelas escolas de arquitetura. E não é isso que deve acontecer. Deve-se procurar adaptar o edifício ao clima local», reforçou Fátima Farinha.

Só depois, ou caso se trate de remodelações ou adaptações de edifícios já existentes, entra a tecnologia. «A Ecoperfil desenvolve, por exemplo, inovações e outras considerações e cálculos na climatização e na térmica dos edifícios. Também temos feito alguns estudos de implantação de materiais, tendo em conta o seu impacto ambiental. Na gestão da água, fizemos projetos para captação de águas pluviais para rega e lavagens. Mas já há procura, ainda que residual, de sistemas de reciclagem de águas cinzentas», disse André Coelho.

Os sistemas referidos por André Coelho são inovações de sistemas antes utilizados, baseados em tanques e reservatórios, mas podem hoje chegar muito mais longe.

Caso o promotor do edifício deseje, pode mesmo ser instalado um sistema duplo de canalização, que separe a água da rede da reaproveitada, podendo esta última ser destinada a fins tão diversos como rega, água para lavagem ou até mesmo para o autoclismo.

Ou seja, a tecnologia existe, permite poupar o ambiente e, a longo prazo, a carteira e basta aceder ao site www.cria.pt/cria/pt/microsite.asp?id=20 para se ficar a saber quem aplica a solução.

Mas, avisou Fátima Farinha, ainda é necessário «mudar mentalidades», para que a opção pela ecoconstrução dispare em Portugal.

domingo, 10 de julho de 2011

Revista “Construção Sustentável” já chegou ao mercado

Construção Sustentável
A Iniciativa Construção Sustentável apresentou recentemente aos sectores da Construção, Ambiente, Arquitectura e Imobiliário a revista “Construção Sustentável”, uma publicação orientada para os técnicos da fileira, bem como para proprietários de imóveis que queiram intervir na reabilitação das suas casas. 

A revista reflecte o programa das acções desenvolvidas pela Iniciativa Construção Sustentável, designadamente no que respeita aos temas estruturais em foco este ano: a prosperidade renovável e a resiliência urbana.

Livia Tirone, coordenadora do projecto, explica: «Em 2011 publicaremos três números da revista “Construção Sustentável” que poderão ser adquiridos quer nas nossas acções de comunicação – conferências, workshops, seminários ou encontros Living Lab –, quer através da nossa página na internet».
De acordo com a responsável, «a revista pretende tornar-se um instrumento de trabalho para quem tem poder de decisão nas questões relacionadas com o desempenho energético-ambiental dos edifícios mas, igualmente, para os muitos proprietários que, optando por reabilitar os seus imóveis, não tinham, até aqui uma fonte de informação profissional concentrada, credível, e com os olhos postos no que de mais inovador está a ser desenvolvido neste âmbito».

Na sequência do lançamento da revista, a Iniciativa Construção Sustentável prepara-se para dinamizar vários eventos para o sector como os workshops “Construção Sustentável – Criação de valor”, dia 29 de Setembro, em Lisboa, e “Resiliência Urbana – Prevenção, Mitigação e Regeneração”, dia 27 de Outubro em Vila Real.
Fonte: Construção Sustentável