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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Inovação na Eco Construção


Construir edifícios amigos do ambiente pode ser determinante para a sustentabilidade futura do planeta, além de também ajudar na bolsa.

O Centro Regional de Inovação do Algarve (CRIA) é o parceiro nacional do projeto da União Europeia INSMED, que pretende estimular a economia da zona Euro Mediterrânica, através da ecoconstrução e de outros conceitos de conceção ecológica de edifícios e gestão racional dos recursos.

A ecoconstrução foi o tema da edição da passada semana do programa radiofónico CRIA FM, que foi dinamizado em conjunto pelo «barlavento» e pela Rádio Universitária do Algarve RUA FM.

A professora da Universidade do Algarve e especialista nesta área Fátima Farinha, bem como André Coelho, representante da empresa Ecoperfil, especializada em conceção ecológica de edifícios, e ainda Miguel Viegas, do CRIA, foram os convidados.

Após cerca de dois anos de INSMED, o CRIA já tem online uma plataforma que permite saber quem faz o quê no mundo da ecoconstrução, pela Europa fora.

«Criámos uma Plataforma de Inteligência Colaborativa, onde estão listados vários atores e tecnologias chave. Permite, principalmente, fazer a ponte entre fornecedores e compradores», explicou Miguel Viegas.

A escolha da Universidade do Algarve como parceira neste projeto europeu esteve também ligada às caraterísticas da região, onde questões como a gestão eficiente da água e o aproveitamento dos recursos energéticos renováveis podem ser determinantes para a sustentabilidade económica.

«A ecoconstrução refere-se aos edifícios ou empreendimentos que são concebidos para reduzir o impacto no meio ambiente. São, portanto, edifícios mais eficientes na utilização de energia, na utilização da água e recorrendo a recursos locais, nomeadamente ao nível dos materiais de construção», resumiu Fátima Farinha.

A ecoconstrução é, de resto, uma prática milenar na zona mediterrânica, não sendo o Algarve uma exceção.

A arquitetura que melhora a eficiência energética, a utilização de cal, a instalação de tanques de rega ou mesmo de reservatórios que recolhem a água das açoteias, são imagens comuns nos edifícios mais antigos da região. E tudo isto é ecoconstrução.

Como explicou Miguel Viegas, que integra uma equipa multidisciplinar que se dedica exclusivamente a projetar edifícios ecologicamente sustentáveis, a parte mais importante acaba por ser a correta conceção do edifício, de modo a que as suas caraterísticas arquitetónicas permitam tirar dividendos logo à partida.

«Se repararmos, a arquitetura tradicional não é igual em todo o país. Mas, nas últimas décadas, passou a ser igual em todo o território nacional, muito marcada pelas escolas de arquitetura. E não é isso que deve acontecer. Deve-se procurar adaptar o edifício ao clima local», reforçou Fátima Farinha.

Só depois, ou caso se trate de remodelações ou adaptações de edifícios já existentes, entra a tecnologia. «A Ecoperfil desenvolve, por exemplo, inovações e outras considerações e cálculos na climatização e na térmica dos edifícios. Também temos feito alguns estudos de implantação de materiais, tendo em conta o seu impacto ambiental. Na gestão da água, fizemos projetos para captação de águas pluviais para rega e lavagens. Mas já há procura, ainda que residual, de sistemas de reciclagem de águas cinzentas», disse André Coelho.

Os sistemas referidos por André Coelho são inovações de sistemas antes utilizados, baseados em tanques e reservatórios, mas podem hoje chegar muito mais longe.

Caso o promotor do edifício deseje, pode mesmo ser instalado um sistema duplo de canalização, que separe a água da rede da reaproveitada, podendo esta última ser destinada a fins tão diversos como rega, água para lavagem ou até mesmo para o autoclismo.

Ou seja, a tecnologia existe, permite poupar o ambiente e, a longo prazo, a carteira e basta aceder ao site www.cria.pt/cria/pt/microsite.asp?id=20 para se ficar a saber quem aplica a solução.

Mas, avisou Fátima Farinha, ainda é necessário «mudar mentalidades», para que a opção pela ecoconstrução dispare em Portugal.

domingo, 5 de junho de 2011

Projecto de Aires Mateus na Comporta destacado em todo o mundo pelo ecodesign

                Projecto de Aires Mateus na Comporta destacado em todo o mundo pelo ecodesign

Um projecto do ateliê de arquitectura Aires Mateus está esta semana a deliciar os sites internacionais de design, arquitectura, sustentabilidade e ecodesign.
O projecto, um microhotel de charme denominado Casas na Areia, situa-se na Comporta, a três quilómetros da praia e 200 metros do rio Sado e tem como particularidade, por exemplo, o facto de o seu chão ser feito de areia.
“É um deslumbrante retiro poético construído num chão de areia”, chama-lhe o Inhabitat, que destaca a sua construção “eco e moderna” e que balança, “delicadamente entre a paisagem natural e a arquitectura moderna”.
O espaço tem quase 2.000 metros quadrados e, para além de ter sido construído num chão de areia, redesenhou e baseou-se nos edifícios pré-existentes no local, feitos de madeira.
O sistema de construção baseia-se numa técnica utilizada na construção das antigas casas dos pescadores, em que as paredes e os telhados se constroem com capas de palha de arroz, estabilizadas através de tábuas de madeira.
Para minimizar o risco de incêndio, as casas são compostas por dois pavilhões independentes, estando num deles a cozinha e no outro os quartos de dormir.
São, ao todo, quatro suites minimalistas, cada uma com 30 metros quadrados e com casa de banho própria. Para além de todo o contacto com a natureza, os hóspedes têm à sua disposição bicicletas para passear à beira-mar.
Existe ainda um lounge comum com peças de design, como cadeiras Gervasoni, mesa E15 ou iluminação state-of-the-art.
A meio caminho entre Lisboa e o Algarve, na península de Setúbal, aqui fica mais uma certeza de como o ecodesign é uma tendência futura da arquitectura, também em Portugal.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Atelier de Nini Andrade Silva nomeado para os European Hotel Design Awards

           

O Atelier Nini Andrade Silva foi pela terceira vez nomeado para os European Hotel Design Awards, desta feita pelo seu projecto Hotel Teatro, no Porto, estando nomeado para duas categorias – Restaurant e Café, Bar, Night Club or Lounge.

Depois de recentemente ter sido o grande vencedor do prémio Best Interior Design Award from Europe e de ter recebido o melhor projecto de Design de Interiores de Portugal atribuído pelos European & Africa Property Awards 2010, também pela qualidade, inovação e sofisticação ao nível do design de interiores desenvolvido para o Hotel Teatro, o Atelier Nini Andrade Silva é agora distinguido com esta nomeação, revela o atelier em comunicado de imprensa.

domingo, 10 de outubro de 2010

Projecto Casa – Evento de Arquitectura e Design

A “Projecto Casa – Evento de Arquitectura e Design” regressa de 25 a 28 de Novembro ao recinto da Exponor, em Matosinhos, “com um ambicioso e qualificado programa, onde as últimas tendências sobre reabilitação urbana, design e arquitectura serão os temas em destaque”, revelou a organização.
Fruto de um programa “recheado de iniciativas ambiciosas”, a “Projecto Casa mostra nos diversos espaços de exposição iniciativas peculiares e inovadoras, onde as mais recentes tendências nas áreas da reabilitação urbana, design e arquitectura marcam presença”.